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Bebê agitado? Saiba se o bebê que mexe muito na barriga é saudável!

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Publicado em Fases da gestação, Gravidez

Estar à espera de um bebê que mexe muito na barriga é um bom sinal, mas entenda a origem dos movimentos e quando isso se torna um fator preocupante.

A gestação é um momento intenso, de diversas descobertas sobre o corpo da mulher e, principalmente, sobre a vida do bebê que ela carrega.

Durante os primeiros meses, quando a barriga ainda não está tão grande, é normal que o bebê comece a dizer “ei, estou aqui” por meio de chutes e intensos movimentos, emocionando os pais diante da vida que está por vir. 

Apesar de tudo, os pais cujos bebês mexem muito na barriga acabam se perguntando se isso é normal ou saudável. Para conhecer seu pequeno desde já, é preciso entender cada movimento e o que eles significam. 

Quando começam os primeiros movimentos? 

Não se preocupe se você já estiver com alguns meses de gravidez e ainda não sentiu seu bebê mexendo. Por mais que não dê para senti-lo, o bebê se movimenta na barriga desde a sétima ou oitava semana de gestação.

Porém, como ainda há espaço suficiente lá dentro, a sensação passa despercebida.

Caso seja a primeira gravidez da mãe, provavelmente ela sentirá algo parecido com movimentos intestinais. Na verdade, trata-se do bebê mexendo.

Para algumas gestantes, é como se o estômago estivesse “roncando” ou houvesse gases. No entanto, à medida que o feto cresce,  as mães passam a entender que, desde o início, era o futuro membro da família dizendo “olá!”. 

Geralmente, as mamães percebem os movimentos entre a décima sexta e a vigésima semana. Essa variação ocorre especialmente devido a fatores como a placenta posicionada atrás do umbigo e a presença de líquido amniótico, aquele que envolve e protege o bebê.

Se a placenta estiver na parte anterior do útero (na parte da frente), ela pode funcionar como uma almofada e abafar os movimentos do feto.

Além disso, caso o dorso do seu bebê esteja encostado na frente do útero, é provável que você também não sinta os movimentos, pois os braços e as pernas dele estão longe da sua barriga.

O que significa o movimento dos bebês?

Os tão esperados chutes do bebê, que fazem a mãe, literalmente, sentir aquela vida dentro dela, não acontecem por acaso. Tais ações são conhecidas como “movimentos fetais”, e estão relacionadas à oxigenação do bebê. 

É preciso lembrar que não há oxigênio no útero; portanto, o bebê recebe esse componente pelo sangue da mãe, e, quando ele se move, é um forte indício de que a oxigenação está em dia, bem como a nutrição do feto.

Mas, então, o que significa quando o bebê mexe muito na barriga?

Bebê que mexe muito é saudável, sim!

O bebê que mexe muito na barriga é saudável sim! Os médicos afirmam que essa movimentação toda é fruto de uma boa oxigenação e nutrição. Porém, não se assuste se o seu pequeno for mais quietinho, pois essa situação também é completamente normal.

Alguns especialistas explicam que, assim como sons e vibrações, qualquer tipo de alimento pode influenciar nos movimentos dos bebês, já que chegam através do cordão umbilical, transformando-se em glicose, substância que estimula a atividade gástrica.

Dessa forma, alimentos mais doces (com mais glicose) criam maiores estímulos gástricos e, consequentemente, mais movimentos do bebê.

Mulher apreciando o desenvolvimento do feto.

Por mais que o bebê se mexa bastante dentro da barriga, é bem provável que, no começo da gestação, eles só estejam indo de um lado para outro, e de frente para trás.

Chegando na nona semana de gestação, eles passam a chupar o dedo, soluçar e movimentar os pés e as mãos.

A décima semana é quando o bebê começa a se esticar, mexer a cabeça, abrir a boca e colocar a mão no rosto. A partir daí, o pequeno fica mais agitado, inclusive dando chutes mais fortes. 

A décima quinta semana conta com chutes, movimentos bruscos e até mesmo cotoveladas. É como se o bebê estivesse dançando lá dentro. Geralmente, tais ações ocorrem de forma espaçada; afinal, nessa agitação toda, é necessário um tempo de descanso. 

Entre as semanas 24 e 29, o espaço dentro da barriga da mãe se reduz consideravelmente, agitando ainda mais o bebê, que passa a ser estimulado por sons musicais externos ou apenas pela voz dos pais.

Com essa redução, é normal que os movimentos sejam tão bruscos a ponto de causar algumas dores na mãe. 

Na reta final, por volta da 36ª semana de gestação, chega o momento de o bebê iniciar seu posicionamento de saída. Ele irá se mexer com maior frequência, e aqui é essencial que a mãe perceba o seguinte: se o bebê diminuir o nível dos movimentos em comparação com as semanas anteriores, é sinal de que ele está se preparando para o parto. 

A redução dos movimentos acontece porque o bebê se encaixa na região pélvica da mãe alguns dias antes da data prevista para o parto. Lembrando que esse encaixe pode variar de bebê para bebê.

Além disso, a posição também será um fator decisivo para determinar o tipo de parto a ser realizado.

Estimule seu beber a se comunicar com você!

Existem 6 maneiras de estimular o bebê a se mexer na barriga da mãe; uma delas é a alimentação. Como já dissemos, ingerir alimentos com uma quantidade relativamente alta de glicose fornece mais energia para o pequeno se movimentar.

Porém, tenha cuidado com a alimentação na gravidez e com o excesso de doces.

Além disso, é importante investir em estímulos sonoros. Como? Conversando com seu bebê! Não há melhor e mais íntima forma de fazê-lo, pois desde o ventre ele reconhecerá a voz da mamãe, além de auxiliar no desenvolvimento de sua linguagem e na comunicação com os pais. Por isso, converse, cante, conte histórias a ele. 

Outra boa opção é colocar fones de ouvido na barriga com uma música calma. Isso, somado à evolução cognitiva, ajuda a relaxar o bebê.

Quer chamar mais atenção do seu pequeno? Dê leves toques e acaricie a barriga, para que ele possa sentir sua presença.

Mais uma dica: realize alguns exercícios na água. Essa prática faz com que as mães relaxem, deixando o bebê ainda mais confortável e estimulado a mexer-se na barriga como quiser, pois a água alivia o peso e a pressão sobre o peso da mulher.

Por fim, posicionar algum ponto de luz na barriga, com o auxílio de uma lanterna, também pode ser bastante eficaz, já que por volta das semanas 22 e 26 semana, o bebê já consegue distinguir claridade de escuridão.

Assim, ao ver a luz, ele provavelmente será capaz de se movimentar para longe dela.

Grávida realizando ultrassom

Bebê que não mexe ou mexe pouco? Entenda cada situação

Como você leu anteriormente, existem bebês realmente mais calminhos, que não se mexem muito na barriga. No entanto, isso não significa que ele seja menos saudável ou tenha algum problema.

Há bebês que se movimentam e chutam mais levemente, de modo que as mães talvez nem percebam.

Outro ponto importante – no caso dos que se mexem muito – é com relação à frequência dos movimentos (não confundir com intensidade). Para fazer deles seres saudáveis, a frequência deve ser espaçada em um intervalo de menos de 12 horas.

Entretanto, caso as mães não consigam sentir seu bebê mexendo em hipótese alguma, é indicado realizar uma consulta no obstetra e alguns exames para entender o que está acontecendo.

Alguns fatores externos e relacionados à mãe podem afetar o movimento dos bebês.

Normalmente, falta de oxigenação e nutrientes, estresse, problemas na hora de dormir e insuficiência placentária são algumas das causas que fizeram o bebê parar de se mexer na barriga

Além disso, restrição do crescimento fetal, infecções intra-uterinas e ameaça de trabalho de parto precoce também podem explicar a redução dos movimentos. Portanto, a realização de exames torna-se imprescindível.

Gestante sentindo o bebê na barriga

Cuidado com “mexer demais” e diabetes gestacional

As gestantes que forem diagnosticadas com diabetes gestacional devem ficar ainda mais atentas a cada movimento do seu bebê. 

Durante a gravidez, ocorrem adaptações na produção hormonal materna para permitir o desenvolvimento do feto. A placenta é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. 

Diante disso, o pâncreas materno aumenta a produção de insulina para compensar esse quadro de resistência. Porém, em algumas mulheres, tal processo não ocorre, desenvolvendo nelas um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. 

Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo, ou seja, macrossomia fetal, e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal, até mesmo o risco de desenvolver obesidade. 

Dessa maneira, se a gestante for diagnosticada com diabetes gestacional, seu bebê também será afetado; e uma das formas de perceber isso é através dos movimentos do pequeno. 

Quanto mais glicose o bebê receber, mais energia ele terá para se movimentar; assim, a frequência aumenta, mas não por um bom motivo. 

Diante disso, ter um bebê que mexe muito na barriga é sinal de saúde, sim. Mas lembre-se: não se preocupe se o seu bebê for daqueles mais quietinhos. Os pais podem estimulá-los por meio de sons, alimentos e luzes na barriga.

Atente-se para os casos em que o pequeno se mexe muito ou fica parado, e vá frequentemente ao médico para entender cada situação.

Por fim, aproveite esses momentos de conversa com seu bebê, pois, se em algum momento ele reduzir seus movimentos e estiver na posição de nascimento, logo vocês estarão juntinhos.