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Conheça os mais variados tipos de parto

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Publicado em A chegada do bebê, Bebê, Hora do parto, Pós parto, Preparativos

Dar à luz é um momento único na vida da mulher, e existem várias formas de realizar esse processo. Com quais tipos de parto você se identifica mais?

Desde o instante em que as mulheres recebem a notícia de que estão carregando uma vida em seu ventre, um dos pensamentos recorrentes é sobre qual tipo de parto escolher nove meses depois.

Com o passar dos anos, o desenvolvimento tecnológico alcançou múltiplos setores, e a medicina certamente não ficou de fora do radar. Nessa esteira, surgiram novidades de várias naturezas: remédios, tratamentos, entre tantas outras, como novos tipos de parto.

Quais são os tipos de parto?

Fizemos uma seleção com nove modalidades. Elas se dividem em:

  • Parto normal
  • Parto natural
  • Parto Cesariano
  • Parto na Água
  • Parto de Cócoras
  • Parto Leboyer
  • Parto com Fórceps
  • Parto Humanizado
  • Cesárea Humanizada

Confira agora os detalhes de cada uma.

Parto Normal

Começamos pelo tipo mais convencional, no qual a mulher entra em trabalho de parto de forma espontânea, normalmente entre a 37ª e a 42ª semana de gravidez.

De início, o parto normal (ou vaginal) é indicado para todas as grávidas. Ele se inicia com as contrações, que aos poucos tornam-se mais frequentes e doloridas.

Apesar de tais incômodos, essa é a modalidade para a qual o corpo da gestante foi preparado ao longo dos últimos nove meses. Portanto, ela se recupera bem mais rapidamente. Além disso, as chances de surgirem intervenções nela e no bebê são muito menores. 

O parto normal pode envolver anestesias, tanto a peridural (aplicada sobre a região lombar), como a raquidiana (na medula). Enquanto a primeira serve para deixar o local dormente, eliminando a dor, a segunda também paralisa a região. 

A peridural permite várias aplicações durante o dia. A raquidiana, por sua vez, começa a fazer efeito em cerca de 5 minutos; assim, costuma ser aplicada de uma vez só e pode ser introduzida um pouco antes do nascimento do bebê.

Bebê após o nascimento

Parto Natural

Existem muitas dúvidas sobre a diferença entre o parto normal e o natural. Para solucioná-las, vale iniciar pela seguinte explicação: na modalidade natural, a mãe é a grande responsável pelo processo, tendo participação ativa na hora de dar à luz. 

São os comandos do corpo da mulher que ditam o ritmo aqui. Portanto, esse tipo de parto ocorre com o mínimo de intervenções médicas possíveis, sejam anestesias, analgésicos ou demais substâncias para acelerar as contrações.

Ou seja, a possibilidade de efeitos colaterais nocivos para a mãe e o bebê é mínima.

O procedimento pode inclusive ser realizado em casa, desde que acompanhado por pessoas especializadas, preferencialmente obstetras.

A escolha pelo parto natural implica a aceitação em sentir dores e desconforto durante o processo. No entanto, por tudo o que envolve essa modalidade, a sensação ao colocar um filho no mundo costuma ser a de profunda satisfação e superação.

Outras vantagens

  • Liberdade para se movimentar e encontrar as posições mais confortáveis;
  • Realização de exercícios respiratórios;
  • Presença do parceiro e de demais familiares em um momento tão especial.

Como se preparar para o parto natural?

Você está grávida e quer realizar um parto natural. Certo! Agora, é hora de se preparar intensamente para o grande momento. 

Primeiramente, busque um médico de confiança e um ambiente favorável para dar à luz com o máximo de segurança e conforto. Desde então, é essencial que você realize uma profunda pesquisa sobre o tema, lendo e conversando com quem já passou por essa experiência.

Em segundo lugar, planeje seu parto, inclusive para quando a opção escolhida não der certo. Aconselhamos a futura mamãe a dar informações detalhadas à equipe médica, por exemplo, sobre qual medicação contra a dor ela aceitará receber em alguma eventualidade.

Procure também testar e descobrir com qual técnica de relaxamento você mais se identifica. Outra profissional que pode oferecer importante apoio é a doula (em grego, “cuidadora de mulher”). Seu objetivo é garantir conforto físico e emocional não apenas durante o parto, mas também ao longo da gravidez. 

Caso o bebê nasça no hospital, uma enfermeira obstétrica ficará encarregada dos cuidados.

Bebê no colo da mãe após parto natural

Parto Cesariano

Vamos agora ao primeiro tipo de parto da lista que traz riscos mais significativos. A cesariana é recomendada apenas quando não é possível realizar o parto normal. Dessa forma, o médico tem de fazer um corte na barriga da mulher para retirar a criança. 

Por se tratar de uma cirurgia, a cesárea requer jejum antes da operação, embora a mãe possa ficar acordada e presenciar o nascimento. A escolha pelo parto cesariano deve acontecer, por exemplo, nas seguintes situações: quando o bebê se encontra sentado; caso o cordão umbilical se enrole no pescoço; ou se a mãe possui algum problema de saúde.

Riscos ao bebê e à mãe

Desnecessária na maioria dos casos, a cesárea implica uma série de riscos aos protagonistas envolvidos. A começar pelo bebê, ele pode desenvolver problemas respiratórios de variadas gravidades.

Já a mãe está sujeita a problemas como:

  • Infecções;
  • Hemorragia;
  • Trombose;
  • Acretismo placentário (quando a placenta gruda no útero);
  • Endometriose (crescimento anormal do tecido fora do revestimento uterino).

Além disso, a cesariana traz riscos não só individualmente para mãe e bebê, como também à relação entre ambos. O motivo: esse tipo de parto dificulta o vínculo inicial, atrapalhando a descida do leite, o contato com a pele e a amamentação.

Brasil na contramão das recomendações

Alertando para os cuidados a serem tomados ao dar à luz, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que apenas 15% dos partos no mundo necessitam ocorrer por cesárea.

Em 2016, o Ministério da Saúde brasileiro publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros para embasar as ações dos serviços da área no País. 

Com essa proposta, o protocolo busca orientar profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias. Porém, os números continuam estarrecedores, se comparados à recomendação da OMS. Em 2019, a cesárea correspondeu a 55% dos partos no Brasil.

Portanto, há um longo caminho a ser trilhado. É preciso que não apenas as mães, como, principalmente, a comunidade médica e demais autoridades atuem em conjunto para reverter uma cultura nociva à saúde coletiva.

Nascimento do bebê via cesariana

Parto na Água

Esse é um dos tipos de parto mais confortáveis, isso porque a água permite melhor circulação sanguínea, relaxamento muscular e dilatação do colo uterino. Tais fatores aceleram o procedimento, diminuem as dores e geram à mulher uma sensação de bem-estar. 

Já para o bebê, trata-se de um processo muito pouco ou quase nada traumático, dada a pouca luz e o baixo barulho externo.

Se você optar pelo parto na água, o requisito obrigatório é ter passado uma gravidez sem riscos e complicações. Além disso, deve-se procurar uma maternidade que ofereça esse serviço – que, por sua vez, precisa ocorrer sempre com a presença de equipe médica.

A água deve estar aquecida em temperatura próxima a 36ºC, para conforto do bebê ao deixar o ventre.

Pai e mãe durante parto na água

Parto de Cócoras

Também conhecido como “parto vertical”, é o tipo de parto mais rápido de todos. Isso porque, devido ao fato de a gestante estar agachada, o bebê conta com a ajuda da gravidade para deixar o ventre. Essa posição também permite o relaxamento da musculatura do abdômen e da pelve.

Exceto pela posição, essa modalidade opera da mesma forma em relação ao parto natural, e pode ocorrer sem anestesia.

Para que a mulher possa realizar o parto de cócoras, são necessários os seguintes requisitos: o colo do útero deve estar com 10 cm de dilatação; o bebê precisa estar com a cabeça para baixo e ter até 4 quilos ele ocorra. Além disso, é necessário que a mãe tenha tido uma gestação saudável.

Por fim, é imprescindível que se tenha um bom condicionamento físico; afinal, a posição de cócoras implica em um maior esforço durante o trabalho de parto. 

Gestante exercitando-se para o parto de cócoras

Parto Leboyer

Elaborado na década de 1970 pelo médico francês Frédérik Leboyer, esse método também é chamado de “parto sem violência”. 

Seu objetivo é evitar o estresse do bebê. Para isso, ele deve ser realizado em um ambiente similar ao do útero materno, ou seja, silencioso, aquecido e com pouca luz. 

O pós-parto é caracterizado por algumas ações, visando a facilitar a transição de dentro do útero para o mundo exterior. Algumas delas são massagear as costas do bebê para estimular seus pulmões, e amamentação precoce.

O cordão umbilical, por sua vez, só é cortado depois que ele para de pulsar.

Em relação à amamentação precoce, vale ressaltar que a sucção da criança faz a mãe produzir octionina. Este é um hormônio que ajuda na contração do útero, fazendo com que ela perca menos sangue após o parto e, consequentemente, tenha menor risco de desenvolver anemia. 

A octionina é extremamente vital durante o puerpério – período correspondente aos primeiros 40 dias (5-6 semanas) do pós-parto. Além disso, o aleitamento imediato reduz as chances de mortalidade da criança.

Por fim, nos dias seguintes, o berço do bebê fica no quarto dos pais, justamente para reforçar o vínculo afetivo entre eles. 

O Leboyer pode ser feito via vaginal, cesariana ou na água. Para realizá-lo, é necessário que a gestante tenha passado por uma gravidez sem riscos.

Bebê no colo da mãe após o parto Leboyer

Parto Com Fórceps

Esta modalidade só deve ser considerada caso haja extrema dificuldade em retirar o bebê, quando ele já atravessa momentos de sofrimento.

Alguns dos indicativos para se optar pelo parto com fórceps são a exaustão da mãe durante o procedimento, bem como se ela possui condições capazes de serem agravadas ao fazer muito esforço. 

Entre elas estão cardiopatias, pneumopatias, tumores cerebrais ou aneurismas, cujo esforço pode causar um acidente vascular hemorrágico.

Riscos

O fórceps é um instrumento cirúrgico (uma espécie de pinça) utilizado para facilitar a passagem do bebê pelo canal vaginal, possibilitando sua expulsão.

Trata-se de um fator de risco para o desenvolvimento de incontinência urinária na mãe, bem como à ocorrência de traumatismo vaginal ou perineal.

Já em relação ao bebê, o uso do fórceps pode gerar hematomas na cabeça, que geralmente desaparecem nas semanas seguintes. O atenuante é o fato de o instrumento raramente causar sequelas permanentes à criança.

Pessoa manuseando um fórceps

Parto Humanizado

O parto humanizado não é exatamente uma modalidade, mas, sim, um procedimento no qual prevalece o respeito às gestantes. Em suma, mais humano, e menos “hospitalar”.

As mulheres escolhem onde irão ter o bebê, quem irá acompanhá-la, qual a melhor posição, se a luz ficará acesa ou apagada, se haverá uso de banheira, anestesia etc.

Elas podem inclusive decidir se querem se alimentar durante o parto, bem como ouvir música. 

Vale lembrar, evidentemente, que a presença de um obstetra é essencial ao processo.

Parto humanizado

Cesárea Humanizada

Conceito similar ao do parto humanizado, diferenciando-se, por razões óbvias, pelo fato de a gestante ter de aceitar a necessidade de cirurgia.

Levando em conta tais adaptações, a mãe pode deixar o ambiente da sala de cirurgia o mais confortável possível. Além disso, o bebê é colocado junto dela logo após ao nascimento, tendo seu cordão umbilical cortado apenas quando para de pulsar.

Marido segura a mão da gestante durante cesárea humanizada

Independentemente do tipo de parto, é importante lembrar que sempre é necessário haver acompanhamento de uma equipe médica.

Porém, é a mãe quem deve comandar as decisões sobre o processo que trará ao mundo uma vida de dentro dela.