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Bebês podem conviver com animais?

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Publicado em Animais de Estimação

Quem está pensando em ter um bichinho de estimação ou já tem um pet em casa, não está sozinho. De acordo com dados divulgados pelo IBGE em 2015, 44,3% dos lares brasileiros têm pelo menos um cão e 17,7% um gato. Segundo a pesquisa, a população canina atingiu 52,2 milhões, um número que ultrapassou a quantidade de crianças de até 14 anos (44,9 milhões). O país é o segundo do mundo com o maior número de cães e gatos, perdendo apenas para os Estados Unidos. O Brasil é mesmo dos pets, mamãe! Para a alegria da família, a convivência entre bebês e bichos de estimação tem tudo para ser muito saudável.

Antes de tentar construir essa amizade, alguns cuidados são essenciais para preservar a saúde da criança. O primeiro contato físico do pequeno com o animalzinho, por exemplo, pode ser feito quando ele estiver um pouco mais crescidinho, bem higienizado e com as vacinas em dia. Porém, uma ótima dica é que a proximidade do pet com o bebê pode ser feita ainda na gestação. Prepare o animal de estimação para a chegada do bebê!

Dicas para uma convivência saudável entre bebês e animais

  • Se possível, ainda na gravidez, procure ajuda de um adestrador ou especialista para ajudar a preparar o animal de estimação para as novidades.
  • Quando chegar da maternidade com o bebê, mostre-o ao pet e deixe cheirá-lo. Assim ele começará a criar um laço com a criança e entenderá que ela também faz parte da casa. É importante sempre respeitar os limites do animal e seu nível de agressividade. Em hipótese alguma deixe a criança próxima ao pet sem a supervisão dos pais.
  • Com a chegada do bebê, procure manter a rotina do animal, como passeios, escovação e banhos. Nos primeiros dias com o recém-nascido, peça ajuda de amigos e familiares.
  • O quarto do bebê não é um espaço adequado para o bicho de estimação. Espere a criança crescer um pouco mais para que isso aconteça.
  • É normal que a criança veja o pet como um brinquedo. Por isso, é preciso ter paciência para ensiná-la sobre a diferença.
  • Sob supervisão de um adulto, jogar petiscos pode ser um bom começo para aproximá-los. O contato com brinquedos do animal não é recomendado para bebês.

Importante: Somos a favor do acolhimento de animais de rua, mas é preciso entender que a chegada de um bebê exige cuidados e atenção redobrada. Um animal de rua pode estar sem vacinas, doente ou infectado. Caso encontre um animal abandonado e queira ajudar, não o leve para casa imediatamente. Procure orientação de um veterinário e deixe-o sob supervisão de um profissional até que seja seguro trazê-lo para o convívio familiar.

Transmissão de doenças

Um dos temores dos papais quando se trata de animais de estimação e filhos é em relação à transmissão de doenças. Quando há higiene adequada tanto no bicho quanto na casa e a vacinação do animalzinho está em dia, os perigos à saúde da criança diminuem consideravelmente. Para isso, os objetos do pet devem ficar inacessíveis ao bebê, como potinho de água, comida e brinquedos. Quando levados à boca, podem transmitir bactérias. Essa recomendação serve, inclusive, para as lambidas. Portanto, a supervisão de um adulto é indispensável.

Quando se trata de gatos, a maioria das famílias tem medo da transmissão de toxoplasmose, uma doença transmitida pelo parasita Toxoplasma gondii, que se encontra nas fezes infectadas do animal. Para prevenir a toxoplasmose, não tem segredo: basta lavar bem as mãos depois de mexer na caixinha de areia do bichano. Geralmente, isso é feito de maneira espontânea, não é mesmo? Assim, você evita que os alimentos e objetos sejam infectados. Outra atitude importante é tirar o cocô da caixa logo após o animal usar a caixinha, para que as partículas transmissoras não sejam inaladas. Com cuidados simples, os gatos podem conviver com bebês e são ótimos companheiros. Essas dicas também valem para as gestantes, que também correm o risco de contrair toxoplasmose. Neste caso, se puder transferir a missão de limpar a caixinha para outra pessoa da casa, melhor.

Alergias: mitos x verdades

Outro medo comum por parte dos pais na convivência entre animal e bebê são as possíveis alergias e doenças respiratórias. Para maior tranquilidade da família, estudiosos vêm mostrando que, ao contrário do que se imagina, o contato de crianças com cães e gatos diminui a probabilidade de desenvolvimento de alergias no futuro. Uma pesquisa publicada pela revista britânica Clinical & Experimental Allergy apontou que crianças que convivem com animais desde o primeiro ano de vida tendem a ser menos sensíveis às substâncias que podem provocar uma reação alérgica.

A tendência do filho de se tornar alérgico tem relação com a genética, ou seja, se a mamãe ou o papai forem alérgicos, há grandes chances de a criança ter problemas com alérgenos, como ácaros, poeira e pelos de animais, como de gatos, coelhos e roedores. Quando a criança espirra, tem tosse, coriza ou congestionamento nasal que a impede de respirar normalmente, os papais devem levá-la ao médico e investigar a relação do animal com a reação alérgica. Caso seja constatado que a alergia tem ligação com o bicho de estimação, procure um especialista para ajudá-la.