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Autismo infantil

Publicado em Saúde do Bebê em 20/05/2016

Descoberto nos anos 1940, o autismo é um transtorno que não tem cura e suas causas ainda são desconhecidas. Poucos sabem, mas somente no Brasil existem aproximadamente 2 milhões de crianças com autismo. O número de pessoas com alguma manifestação do transtorno é crescente: nos anos 1990, uma a cada 2,5 mil; atualmente, uma a cada 88.

Estudos já comprovaram que o autismo afeta quatro vezes mais os meninos do que as meninas, por causa das disfunções hormonais ligadas ao hormônio testosterona. Existem diversas teorias para o desenvolvimento do transtorno, sendo uma delas o desequilíbrio dos processos químicos do organismo, como excesso na produção de serotonina.

Quando o diagnóstico do autismo é feito precocemente, ainda que não tenha cura, o tratamento ajuda a promover a inclusão social da criança autista e também melhora sua qualidade de vida. Por isso, os pais têm papel importante na observação do comportamento do bebê para ajudar a identificar se o filho tem autismo.

Conhecendo alguns sintomas
O bebê autista…
▪ não costuma acompanhar a mamãe com os olhos;
▪ tem o olhar voltado para os objetos e não para as pessoas;
▪ não aponta o que está querendo;
▪ escolhe posições estranhas para dormir;
▪ não inicia ou tem interesse de manter uma conversa;
▪ usa a terceira pessoa para falar de si mesmo: “você” pode significar “eu”;
▪ não tem expressões faciais quando sente alegria, por exemplo;
▪ faz movimentos aleatórios com as mãos e os braços.

Tratamento
Como o autismo tem uma série de sintomas, a avaliação do bebê deve ser feita por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, entre outros profissionais. Isso porque, com o tratamento adequado, a criança se tornará um adulto com mais autonomia e com menos dificuldade de linguagem.

O tratamento personalizado, voltado para as necessidades específicas da criança autista, tem mais chances de êxito. Dessa forma, é possível incluir uma ou várias estratégias, como fisioterapia, análise aplicada de comportamento (ABA), terapia ocupacional, terapia do discurso e medicamentos específicos.