Publicado em Pós parto em 21/05/2016

Conhecida como baby blues, a depressão pós-parto é bem diferente do sentimento de tristeza ou melancolia depois do nascimento do bebê.

Principais sintomas
Os sintomas da depressão pós-parto são mais intensos do que uma simples ansiedade: tristeza profunda, medo, falta de esperança ou interesse, crises de choro e mudanças de humor. Além disso, por falta de interesse, a mamãe acaba tendo dificuldades para cuidar do seu bebê. Essas reações podem durar mais de duas semanas e, em vez de amenizarem com o tempo, ficam cada vez mais evidentes.

Há mamães que têm reação oposta: ficam com excesso de zelo em relação ao seu bebê e não deixam sequer o papai chegar perto do recém-nascido. Portanto, seja por falta de interesse ou por possessividade, a mamãe precisa de ajuda especializada para se recuperar da depressão pós-parto.

Diagnóstico precoce é fundamental
A tristeza no pós-parto é comum e praticamente fisiológica, já que após o nascimento do bebê os hormônios da gestação despencam. Esse sentimento tende a desaparecer de forma natural, em até 15 dias após o parto, tempo que o corpo leva para se estabilizar.

Já a depressão pós-parto tem uma série de fatores físicos e emocionais: a combinação do estresse comum da fase com a dança dos hormônios. Portanto, não tem nada a ver com fraqueza ou falta de responsabilidade da mamãe. Existe até predisposição genética, com probabilidade de reação mais intensa às alterações hormonais em mulheres mais sensíveis ao estresse.

Estudos e estatísticas
Cerca de 10 a 15% das mulheres já sofreram de depressão pós-parto no mundo todo. No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 26% das mulheres, ao terem seus bebês, sofreram com a doença. Os números do Sistema Único de Saúde (SUS) são bem maiores: 40% das mulheres. Cientistas sugerem ainda que esse tipo de depressão pode se manifestar durante toda a gravidez, não somente após o parto.