Publicado em Fases da gestação em 03/10/2016

O pré-natal é um período importantíssimo no qual são feitas avaliações que permitirão saber se o seu filho está bem e saudável.

Muitas mulheres morrem de medo de engravidar, não só por causa das dores do parto, mas também por motivos delicados. Descobrir que está grávida, saber qual o sexo do bebê e também quantas semanas tem de gestação são momentos mágicos para qualquer mulher, mas alguns cuidados são necessários.

Passar por análises pode trazer certos incômodos emocionais para algumas mães de primeira viagem. No entanto, o pré-natal e os demais exames são imprescindíveis para detectar possíveis anomalias cromossômicas e mostrar para ela o que se deve esperar dali em diante.

“Um pré-natal bem-feito pode salvar a vida de muitos bebês, através de exames que mostram quais cuidados mãe e filho devem ter durante o período gestacional”, diz o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli Borges Filho.

Nessa circunstância também é possível avaliar se há quadro de pressão alta e/ou diabetes – maiores causadores de problemas antes e na hora do parto – e se podem afetar o feto.

Síndrome de Down ou Trissomia 21, por exemplo, é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo a mais, o 21. Isso significa que houve um erro na hora da separação de uma das células dos pais. Os portadores dessa síndrome têm características comuns que os diferenciam das demais pessoas. O diagnóstico é realizado por meio de um estudo cromossômico que identifica a presença de um cromossomo 21 a mais. Essa disfunção da célula é mais frequente em mulheres que engravidaram depois dos 35 anos. A SD pode ser descoberta através da ultrassonografia realizada nas primeiras 11 semanas.

Outro fator que pode ser exibido no ultrassom é a anencefalia: malformações do cérebro no processo de formação embrionária. Isso pode acontecer da décima sexta até a vigésima sexta semana de gravidez. A anencefalia muitas vezes acontece pela ausência da vitamina B9, pertencente ao complexo B, necessária na formação de proteínas estruturais e hemoglobina.

O grande aliado das mamães realmente passou a ser a ultrassonografia. E agora, com a tecnologia 3D e 4D, ficou ainda mais fácil mostrar as feições do filho e identificar se ele tem lábio leporino. Ainda não se sabe quais são as causas dessa anomalia; ela pode ser decorrente de deficiência nutricional e/ou doenças adquiridas durante a gestação, consumo excessivo de álcool e drogas.

Pelo exame de amniocentese é possível identificar se a criança tem algum problema de saúde, se tem alguma síndrome cromossômica (como a síndrome de Edwards), analisa como estão os pulmões e também revela o sexo do bebê. O diagnóstico é feito pela coleta do líquido amniótico que é retirado do útero. Também é possível descobrir se existem defeitos congênitos.

Para garantir uma gestação saudável tanto para o feto quanto para a mãe, é indispensável o acompanhamento médico. Fazer o diagnóstico para detectar e tratar antecipadamente os sintomas ajuda a amenizar os riscos no pré, no parto e no pós-parto.

Fonte: Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho

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