Publicado em Regras da casa em 03/10/2016

O terror de muitos pais é quando a noite surge e chega a hora de colocar as crianças na cama. Reclamações, choros, brigas e pedidos para ficar mais um tempinho acordados são os comportamentos mais comuns dos filhos que não querem dormir. E aí, o que fazer?

Crianças que demoram para dormir ou que acordam durante a noite deixam os pais irritados e cansados. Alguns dos motivos para essa “luta” com as crianças podem ser a falta de rotina na casa, o medo da separação ou simplesmente o costume de dormir na cama dos pais, o que demandará tempo para que se acostumem a dormir em seu próprio quarto.

Nem todos aceitam, de boa vontade, esses visitantes sonolentos e fofinhos que chegam altas horas com seus travesseiros de estimação. Há quem queira descansar e considere essencial uma boa noite de sono. Mas também existe quem compre grandes camas, porque adora receber os filhos e dormir ao seu lado.

Uma justificativa muito comum é o cansaço por ter que esperar a criança adormecer e, depois, levá-la até o berço — o que geralmente ocorre uma, duas ou mais vezes. Por isso, muita gente entrega os pontos.

Pensando bem, quem consegue dormir direito com um bebê atravessado na cama? Pois acontece. A lista de pretextos também inclui cansaço, sentimento de culpa, saudade e resistência da criança. Os especialistas afirmam, porém, que esse hábito reforça a duração da simbiose (ou ligação) entre mãe e filho, existente desde que ele nasce e que influencia seu desenvolvimento emocional.

É claro que vale aproveitar situações eventuais, quando, por exemplo, um dos pais viaja, deixando um lugar vazio na cama.

O melhor é que desde pequenas as crianças sejam acostumadas a dormir na sua própria cama e, de preferência, em um quarto separado dos pais para que o hábito seja criado desde muito cedo.

Bebês pequenos que são amamentados várias vezes durante a noite podem ficar no mesmo quarto dos pais, mas no berço, até para a segurança do próprio bebê, que pode ser asfixiado por um dos pais ou ser jogado para fora da cama, tudo sem querer, mas que pode acontecer.

Nada de pretexto  

Outra questão importante é a vida sexual do casal. Para seguir de forma harmoniosa, é preciso atenção, tempo e espaço. Esse é um direito ao qual os pais não podem renunciar. Afinal, o sexo é um dos fatores em que se apoiam sua união e felicidade, das quais dependem também a união e a felicidade da família.

Para isso, seu quarto e sua cama devem ser considerados um lugar privativo, sempre disponível para os momentos em que sintam atração e desejo um pelo outro. Alguns casais, no entanto, afirmam que, quando se trata de acolher os filhos, cabe aos parceiros buscar outras oportunidades para fazer amor.

Se a decisão de ceder seu espaço vira rotina, a relação do casal pode estar precisando de avaliação. Conversar, criar um novo esquema de vida ou mesmo recorrer a uma ajuda especializada torna tudo mais fácil para todos. Com isso, as escapadas dos filhos para sua cama deixarão de ser um pretexto capaz de esconder outros tipos de problemas.

Criando uma rotina

Outra atitude essencial para as noites tranquilas de sono de pais e crianças é a rotina. Todos precisam de rotina, principalmente os pequenos. Por exemplo, não deixe que a criança assista à TV ou brinque de lutas horas antes de dormir.

Crie um ritual no qual o ambiente da casa vá se acalmando os poucos, até que chegue a hora de colocar o pijama, escovar os dentes, contar uma história ou cantar uma canção de ninar e dormir. Esse é um exemplo, mas são os pais com o seu filho que farão a programação diária: pode ser um banho morno antes de dormir ou uma massagem só com a luz de uma vela.

Se durante a noite a criança sai da cama e vai até a cama dos pais, leve-a até o seu quarto novamente, sem brigas ou argumentações, somente com a autoridade de mãe ou pai, e diga que lá é o seu lugar de dormir. É lógico que às vezes você pode dar um espacinho na cama. Pode levar tempo, mas a criança entenderá que não vai conseguir nada e que é melhor ela virar e dormir novamente sozinha.

Fique atento às dicas Lillo:

  • Toda regra tem exceção. Se o seu pequeno estiver doente, não tem problema que fique perto de você. Mas sempre ressalte que isso não será para sempre.
  • Se há o medo da separação, nada como um amiguinho para lhe fazer companhia durante o sono, seja um ursinho ou uma boneca, para que a criança se sinta mais segura.
  • Se houver alguma mudança na rotina da criança durante o dia, isso pode interferir no sono dela durante a noite. Continue com as regras e seja sempre coerente; assim que a rotina entrar nos eixos, o sono voltará a ser tranquilo.
  • Os pais devem se revezar para atender o filho durante a noite. Dessa forma, conseguirão mantê-lo em seu próprio quarto e terão mais força para resistir ao cansaço.
  • A criança que sai de sua cama e vai para a do casal deve ser levada imediatamente de volta.
  • Atendendo o filho que ainda mama no seio, o pai evita que ele sinta o cheiro do leite materno. Isso contribui para mantê-lo mais calmo.
  • A união dos pais é um fator de convencimento da criança, fazendo com que desista mais facilmente das andanças noturnas.
  • Caso seu filho chore várias vezes, é preciso voltar ao seu quarto, dando-lhe a certeza de ter atenção, mas sem tirá-lo da cama. Os intervalos devem aumentar aos poucos, nunca ultrapassando 15 minutos.

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