Publicado em Família Pais em 11/01/2018

Corte-Blog-Lillo_bebe-quase-chorando (1)

Chegou ao fim a licença-maternidade e a família já decidiu que o berçário é a escolha mais adequada para o momento. Na maioria dos casos, a mãe acaba se autopunindo por ter que deixar o filho tão bebezinho no berçário. Esse sentimento pode ser amenizado quando a mamãe entende que a ida do filho ao berçário é inevitável, porque ela precisa voltar ao trabalho, um dos principais fatores que levam os pais a tomarem essa decisão.

Uma dica importante é fazer com que a criança se acostume com outras pessoas desde cedo e entenda que, além dos pais, outros podem cuidar dela, como os avós, irmãos mais velhos, tios ou babá. Assim, ela vai ficar mais tranquila (e acostumada) quando não tiver a mãe por perto.

A psicóloga Raquel Jandozza explica que “a compreensão de que a carreira e os recursos financeiros advindos do trabalho são importantes para a família acaba ajudando a diminuir essa sensação. Os primeiros dias de berçário são sempre os mais difíceis, tanto para a mamãe quanto para o bebê, principalmente quando ele chora no instante em que está sendo deixado pela mãe. Geralmente, poucos minutos depois, com ajuda dos profissionais, o pequeno começa a ficar entretido e para de chorar”.

É importante fazer uma semana de adaptação ao berçário, tanto para a mãe quanto para o bebê. A permanência da criança no berçário poderá ser feita gradativamente e com a presença da mãe. Assim, o bebê poderá reagir e se adaptar a pessoas estranhas e à sua nova rotina.

A separação para a criança também pode ser amenizada de um jeito simples: com objetos de transição, como paninho, cobertor ou brinquedinho. Os objetos de transição são importantes para o desenvolvimento emocional da criança. Ela sente o cheirinho da mamãe e percebe que está perto de algo familiar. Por essa razão, a ida ao berçário com um objeto de transição vai trazer ao bebê uma sensação de conforto e segurança.

 

Lado positivo

Apesar dos possíveis e até esperados choros do bebê, o berçário é um ambiente lúdico e interativo, que estimula o desenvolvimento da criança e a sociabilidade. Muitas vezes, o berçário possui uma estrutura que os pais não têm em casa, além de profissionais preparados para cuidar dos pequenos. Os pais se sentem ainda mais confortáveis quando conhecem bem o ambiente, a proposta pedagógica e os valores do local. Por isso, preparar esse momento é essencial para o bem-estar de todos.

 

Quando se preocupar

A preocupação dos pais no momento em que o bebê começa a ficar no berçário deve surgir quando o bebê chora muito. Quando isso acontece, os pais são avisados pelos profissionais. “Cada bebê tem um tempo de adaptação e cabe aos pais acompanharem essa fase. Às vezes, o bebê pode não se adaptar ao berçário ou ter um período de baixa imunidade, e os pais precisam estar preparados para o plano B”, alerta a psicóloga.

 

Raquel Jandozza é psicóloga pela Universidade Presbiteriana Mackenzie desde 2011, quando iniciou a atuação como psicóloga clínica; especializada em Psicanálise Lacaniana pela PUC-SP; doula e criadora do projeto Pré-Natal Emocional.