Publicado em Família Pais em 17/04/2017

De norte a sul do Brasil, os casos de febre amarela têm preocupado a população, principalmente grávidas e famílias com bebês e crianças. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 574 casos de febre amarela foram registrados de dezembro de 2016 a março de 2017. Na divulgação do último boletim (março de 2017), o estado de Minas Gerais foi o mais afetado, com 422 casos confirmados. No Rio de Janeiro, foram registrados seis casos. Já em São Paulo, cinco. A seguir, fique por dentro da doença e saiba como proteger a família contra a febre amarela.

Entenda a doença

A febre amarela é uma doença grave causada por um vírus que é transmitido pela picada de mosquitos infectados. Existem dois tipos de febre amarela: silvestre e urbana. No Brasil, todos os casos registrados até o momento são apenas de febre amarela silvestre. O ciclo de transmissão envolve macacos, mosquitos e humanos. Os macacos são os principais hospedeiros do vírus; ao serem picados, contaminam os mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por isso, as regiões com matas ou rurais são as mais perigosas e devem ser evitadas até que o surto seja controlado.

A febre amarela urbana é causada por vírus transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre Chikungunya. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.

Prevenção

A vacina é a principal ferramenta de prevenção da febre amarela, indicada para quem mora ou vai viajar para áreas de risco. De acordo com o Ministério da Saúde, bebês a partir de 9 meses já podem tomar a vacina contra febre amarela. Em algumas regiões, a vacina foi liberada para bebês a partir de 6 meses. Já para quem está grávida ou tentando engravidar, a vacina da febre amarela é contraindicada. A vacina também não é indicada para idosos e alérgicos a gelatina e ovo.

Nesses casos, a prevenção deve ser feita com o uso de repelentes liberados pelo obstetra, roupas que cubram a maior parte do corpo e calçados que cubram os pés, como botas. Se possível, a gestante deve deixar a área de risco de febre amarela e cancelar viagens para áreas com matas, cachoeiras, parques e rios. Futura mamãe, para sua maior segurança, procure orientação médica e não se automedique.

Sintomas

Os principais sintomas da febre amarela são: febre, sensação de mal-estar, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas e vômitos, dores nas costas, calafrios, fadiga e fraqueza. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos amarelos) e sangramentos no nariz e gengivas. Os sintomas ficam evidentes nos três primeiros dias, costumam desaparecer no quarto dia e depois de dois dias reaparecem com mais força.

Inicialmente, os sintomas da febre amarela podem ser confundidos com os das viroses e até mesmo da gripe. Portanto, se perceber que você ou seu bebê não está bem, não hesite em procurar um médico, principalmente se visitou ou mora em uma área de risco.