Publicado em Tecnologia em 21/05/2016

Não é segredo que os tablets e celulares são aliados da mamãe na hora em que o bebê precisa ser distraído. Sem contar que toda família fica contente ao ver que o pequeno já entende de tecnologia, não é mesmo? Porém, pesquisas têm mostrado que celulares e tablets na primeira infância podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Distúrbios do sono
Um estudo feito pelo Centro Médico Cohen para Crianças, em Nova Iorque, divulgou que a idade média em que as crianças começam a usar smartphones e tablets é de 11 meses, por, no mínimo, meia hora por dia. Para os pesquisadores, a superexposição a celulares e tablets não só afeta a concentração como também prejudica outros fatores, como o apetite e o sono do bebê.

Já uma pesquisa feita na Academia Americana de Pediatria concluiu que os tablets e celulares são capazes de interferir na qualidade do sono: crianças que dormiram perto deles perderam 20 minutos de descanso. Com isso, os pesquisadores concluíram que os aparelhos eletrônicos são capazes de prejudicar a concentração e o aprendizado das crianças.

Joguinhos
Os joguinhos dos tablets e celulares divertem os pequenos, mas também não são recomendados. Os pesquisadores do Centro Médico também observaram que os bebês de até 3 anos que jogam games não educativos tiveram compreensão da linguagem e expressão verbal menores em relação aos que não têm acesso aos joguinhos.

Bactérias
Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, afirmaram que os aparelhos eletrônicos carregam mais micro-organismos do que o vaso sanitário. Os celulares e tablets estão expostos às bactérias porque são levados para o banheiro, estão próximos à boca e têm substâncias imperceptíveis aos olhos.

Segundo o microbiologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, análises de laboratórios já encontraram bactérias em aparelhos celulares como a Staphylococcus aureus, responsável pela laringite, sinusite, conjuntivite, infecções com pus e intoxicações alimentares.

Pensando no sistema imunológico do bebê, ainda em processo de formação, a probabilidade de que ele seja afetado por bactérias é ainda maior. Por isso, todo cuidado é pouco.