Publicado em Animais de Estimação em 15/12/2016

Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e você tem dúvidas se atente ao pedido. Quer uma dica? Saiba que um animal de estimação ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.

Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança.

Um animal necessita de cuidados e a criança precisa ter responsabilidade sobre eles. Essa responsabilidade depende da idade do menino ou menina e deverá ser orientada e estimulada por um adulto.

Crianças pequenas ainda não sabem distinguir o seu bichinho de pelúcia do animalzinho de estimação e podem machucá-lo ao apertar demais, jogar para o alto ou mesmo bater para recriminar algo que o animalzinho tenha feito. Essa relação pode causar danos físicos ao animal e à criança (o gato pode arranhar ou o cachorro morder ao reagir a uma “agressão”).

Nessa situação, o adulto tem que estar sempre muito atento, procurando conversar com as crianças sobre como lidar com o animalzinho, do que ele gosta e o que pode machucá-lo.

A criança pode ficar encarregada, com ajuda do adulto, de limpar o ambiente do seu animalzinho, dar comida e fazer carinho.

Aprendendo com os animais

A responsabilidade que a criança terá ao cuidar do seu animalzinho desenvolve a autonomia, afetividade e os mais diversos sentimentos como alegria, frustração e respeito.

Atenção para que os cuidados de relacionamento com o animal de estimação não se tornem uma obrigação para a criança. Ela deve estar consciente de que os animais precisam de respeito e carinho, assim como qualquer relacionamento.

O convívio com o animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais de estimação é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista.

Com crianças acima de 5 anos, os cuidados com seus animaizinhos podem aumentar. O filho já pode levar o bicho de estimação para passear, dar banho e até aprender alguns comandos de adestramento. Existem cursos de adestramento para o público infantil.

Além do contato com os sentimentos que precisará para lidar com outras pessoas, o animal pode trazer a experiência com a perda. A criança aprenderá sobre o ciclo da vida, desde o nascimento até a morte e o quanto isso é natural.

Melhora do sistema imunológico e evite alergias – Agora o recado é para as mamães que ficam preocupadas quanto ao risco de alergias. Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alergênicos encontrados nos animais.

Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. Não esqueça de levar o animalzinho ao veterinário sempre para que receba os cuidados necessários e evitar doenças, sempre acompanhado de seu filho para que também escute as orientações do doutor criando assim mais responsabilidade.

Cuidados com os bichinhos – antes de escolher um bichinho, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com suas possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver espaço que necessitará necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho, especialmente quanto às zoonoses (doenças que são transmitidas dos animais para o ser humano). No caso, de crianças convivendo com animais isto é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca, e o risco de contrair algum tipo de zoonose é maior.

Meu melhor amigo é…

… um bicho de estimação! E essa amizade é coisa séria. Criar um animal, qualquer que seja a espécie exige da criança uma boa dose de responsabilidade. Mesmo que os pais supervisionem essa relação o que é essencial, digam-se de passagem, os pequenos podem colocar em prática alguns cuidados envolvendo a alimentação, a higiene, a saúde e o bem-estar do bicho. Nessa convivência, a meninada descobre o quanto é importante respeitar e proteger todas as formas de vida. Vale lembrar que os cães e gatos não são as únicas opções de pet. Peixes, roedores e até répteis como o jabuti podem ser também bons companheiros da meninada.

… um peixe

Eis um pet ideal para menores de 5 anos ou quando falta espaço na casa ou no apartamento. Dentro do aquário, esse nadador colorido fica protegido das mãozinhas curiosas dos pequenos que, vez ou outra, exageram nos afagos e brincadeiras com bichos de estimação. O ideal mesmo é arrumar alguns colegas de aquário para o peixe não ficar solitário nem estressado. Mas há um, porém: algumas espécies não se bicam. Por isso, é bom conferir com antecedência as características de cada uma. Colocar um peixe brigão para conviver com um pacífico não é bom negócio!

Ø Dica

Para manter os peixes saudáveis, é preciso estar atento à qualidade da alimentação, temperatura, pH da água e limpeza do aquário. Depois de se informar, ensine à criança algumas curiosidades sobre essa turma o que eles comem, como se comportam e de que maneira respiram debaixo da água.

… um roedor

Chinchila, hamster, gerbil e porquinho-da-índia são alguns integrantes da divertida família dos roedores. Para criá-los, basta uma gaiola apropriada, comida e água na medida certa. Cheios de energia, esses bichos podem ficar estressados com facilidade. Por isso, é bom incrementar seu cantinho com plataformas para saltar, tocas onde se esconderem e rodas para se exercitarem. Em geral, esses animais são bastante resistentes e, por isso, não precisam ser vacinados. O porquinho-da-índia, no entanto, pode apresentar queda de pêlos, distúrbios neurológicos e falta de apetite quando sua alimentação é pobre em vitaminas, especialmente a C. O mesmo tipo de problema acontece com hamster, mas aqui a causa é a carência de outro nutriente, a vitamina E. Felizmente, uma ração apropriada no cardápio pode prevenir esses males.

Dica

Os roedores também podem deixar a gaiola e passear pela casa ou apartamento desde que sob a supervisão de um adulto. Nessa hora, é bom ficar de olho e fechar bem as portas. Velozes e curiosos, eles podem roer fios ou se entocar em alguma brecha. Para manusear esse bicho de estimação, a criança deve apoiar as quatro patinhas na palma de sua mão.

… Um jabuti

O primo distante da tartaruga é meio preguiçoso, adora um banho de sol e convive bem com crianças e outros animais. Ele pode ser mantido no quintal ou no terrário, um recipiente de vidro que imita o ambiente natural do jabuti. Mas ele precisa receber luz solar direta. Os raios ultravioletas estão ligados à produção de vitamina D, necessária para a fixação do cálcio nos ossos, e evitam que seu casco fique mole.

Dica

O jabuti come frutas, legumes, queijo branco e verduras, especialmente as verde-escuras. Uma vez por semana, carne moída misturada com suplemento de cálcio deve entrar no cardápio. Outra opção é servir rações específicas.

Mas lembrando que com a vida de um animalzinho em casa, o cotidiano, os planos do dia-a-dia, as viagens, o carro, a vida, tudo muda! Basta saber se a família está aberta a receber essas modificações em troca da companhia desses incomparáveis amiguinhos.
E acredite, vale a pena!

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