Publicado em Animais de Estimação em 15/03/2017

Quem está pensando em ter um bichinho de estimação ou já tem um pet em casa, não está sozinho. De acordo com dados divulgados pelo IBGE em 2015, 44,3% dos lares brasileiros têm pelo menos um cão e 17,7% um gato. Segundo a pesquisa, a população canina atingiu 52,2 milhões, um número que ultrapassou a quantidade de crianças de até 14 anos (44,9 milhões). O país é o segundo do mundo com o maior número de cães e gatos, perdendo apenas para os Estados Unidos. O Brasil é mesmo dos pets, mamãe! Para a alegria da família, a convivência entre bebês e bichos de estimação tem tudo para ser muito saudável.

Antes de tentar construir essa amizade, alguns cuidados são essenciais para preservar a saúde da criança. O primeiro contato físico do pequeno com o animalzinho, por exemplo, pode ser feito quando ele estiver um pouco mais crescidinho, bem higienizado e com as vacinas em dia. Porém, uma ótima dica é que a proximidade do pet com o bebê pode ser feita ainda na gestação. Prepare o animal de estimação para a chegada do bebê!

Dicas para uma convivência saudável entre bebês e animais

  • Se possível, ainda na gravidez, procure ajuda de um adestrador ou especialista para ajudar a preparar o animal de estimação para as novidades.
  • Quando chegar da maternidade com o bebê, mostre-o ao pet e deixe cheirá-lo. Assim ele começará a criar um laço com a criança e entenderá que ela também faz parte da casa. É importante sempre respeitar os limites do animal e seu nível de agressividade. Em hipótese alguma deixe a criança próxima ao pet sem a supervisão dos pais.
  • Com a chegada do bebê, procure manter a rotina do animal, como passeios, escovação e banhos. Nos primeiros dias com o recém-nascido, peça ajuda de amigos e familiares.
  • O quarto do bebê não é um espaço adequado para o bicho de estimação. Espere a criança crescer um pouco mais para que isso aconteça.
  • É normal que a criança veja o pet como um brinquedo. Por isso, é preciso ter paciência para ensiná-la sobre a diferença.
  • Sob supervisão de um adulto, jogar petiscos pode ser um bom começo para aproximá-los. O contato com brinquedos do animal não é recomendado para bebês.

Importante: Somos a favor do acolhimento de animais de rua, mas é preciso entender que a chegada de um bebê exige cuidados e atenção redobrada. Um animal de rua pode estar sem vacinas, doente ou infectado. Caso encontre um animal abandonado e queira ajudar, não o leve para casa imediatamente. Procure orientação de um veterinário e deixe-o sob supervisão de um profissional até que seja seguro trazê-lo para o convívio familiar.

Transmissão de doenças

Um dos temores dos papais quando se trata de animais de estimação e filhos é em relação à transmissão de doenças. Quando há higiene adequada tanto no bicho quanto na casa e a vacinação do animalzinho está em dia, os perigos à saúde da criança diminuem consideravelmente. Para isso, os objetos do pet devem ficar inacessíveis ao bebê, como potinho de água, comida e brinquedos. Quando levados à boca, podem transmitir bactérias. Essa recomendação serve, inclusive, para as lambidas. Portanto, a supervisão de um adulto é indispensável.

Quando se trata de gatos, a maioria das famílias tem medo da transmissão de toxoplasmose, uma doença transmitida pelo parasita Toxoplasma gondii, que se encontra nas fezes infectadas do animal. Para prevenir a toxoplasmose, não tem segredo: basta lavar bem as mãos depois de mexer na caixinha de areia do bichano. Geralmente, isso é feito de maneira espontânea, não é mesmo? Assim, você evita que os alimentos e objetos sejam infectados. Outra atitude importante é tirar o cocô da caixa logo após o animal usar a caixinha, para que as partículas transmissoras não sejam inaladas. Com cuidados simples, os gatos podem conviver com bebês e são ótimos companheiros. Essas dicas também valem para as gestantes, que também correm o risco de contrair toxoplasmose. Neste caso, se puder transferir a missão de limpar a caixinha para outra pessoa da casa, melhor.

Alergias: mitos x verdades

Outro medo comum por parte dos pais na convivência entre animal e bebê são as possíveis alergias e doenças respiratórias. Para maior tranquilidade da família, estudiosos vêm mostrando que, ao contrário do que se imagina, o contato de crianças com cães e gatos diminui a probabilidade de desenvolvimento de alergias no futuro. Uma pesquisa publicada pela revista britânica Clinical & Experimental Allergy apontou que crianças que convivem com animais desde o primeiro ano de vida tendem a ser menos sensíveis às substâncias que podem provocar uma reação alérgica.

A tendência do filho de se tornar alérgico tem relação com a genética, ou seja, se a mamãe ou o papai forem alérgicos, há grandes chances de a criança ter problemas com alérgenos, como ácaros, poeira e pelos de animais, como de gatos, coelhos e roedores. Quando a criança espirra, tem tosse, coriza ou congestionamento nasal que a impede de respirar normalmente, os papais devem levá-la ao médico e investigar a relação do animal com a reação alérgica. Caso seja constatado que a alergia tem ligação com o bicho de estimação, procure um especialista para ajudá-la.