Publicado em Comportamento Criança em 09/03/2018

Terror noturno e pesadelos em crianças, apesar de serem ambos distúrbios do sono, não são a mesma coisa. Eles acontecem em estágios diferentes do sono, que se alternam durante a noite. O sono se divide em duas fases: não REM e REM. Na fase não REM, o sono começa leve e vai até o profundo. Na fase REM, o sono é profundo e o corpo relaxa.

Os pesadelos ocorrem na segunda metade da noite, durante a fase do sono REM. Quando a criança tem um pesadelo, ela costuma acordar e ficar assustada. Os episódios são comuns em crianças com idade entre 3 e 7 anos e fazem parte do seu desenvolvimento.

No terror noturno, que acontece durante a fase de sono não REM, a criança não acorda. O estado é de inconsciência e ela não consegue responder aos estímulos, apenas grita, chora e se debate. A duração pode variar entre 5 e 30 minutos. Depois que o episódio acaba, a criança dorme em seguida. O terror noturno é mais frequente em crianças de 2 a 5 anos.

Pesadelos em crianças: como amenizar?

Os pesadelos em crianças são consequências dos estímulos e descobertas no mundo em que estão inseridas, incluindo o da imaginação. Os pais não precisam se preocupar tanto quando a criança tem pesadelo no meio da noite, pois é natural e esperado. Porém, precisam ficar atentos à frequência desses episódios: se os pesadelos acontecem quase todas as noites, é necessário investigar.

Para evitar que a criança tenha pesadelos, a Fundação Nacional do Sono recomenda que os pais conversem com o pequeno sobre situações agradáveis antes de ir para a cama. Assistir à TV perto da hora do sono também deve ser evitado. E sempre que ocorrer pesadelos, incentive seu filho a falar sobre eles. Não hesite em pedir orientação para o pediatra do seu filho se os pesadelos forem constantes.

Terror noturno: o que fazer?

O terror noturno é um distúrbio do sono que merece atenção. Não adianta tentar acordar a criança durante o terror noturno, porque embora algumas partes do cérebro despertem, o corpo não corresponde. Quando acontecerem as crises, os pais devem priorizar o cuidado com a segurança, pois a agitação da criança pode prejudicar a sua integridade física e machucá-la, por exemplo, causando uma queda da cama.

Para amenizar as crises de terror noturno, os pais precisam ficar atentos à rotina do filho. O dia a dia anda muito agitado? Não tem hora certa para dormir? Caso positivo, é preciso fazer alguns ajustes para que a noite de sono seja mais tranquila. Uma conversa positiva antes que o filho vá para a cama também ajuda a amenizar as chances de terror noturno. Converse com seu pediatra se notar que as crises são frequentes.