Publicado em Comportamento em 11/07/2016

Um dos momentos mais saudáveis para o desenvolvimento da criança é a hora do sono. O problema acontece quando a criança, em vez de ter uma noite de sono tranquila, começa a ter pesadelos. Os sonhos – não só das crianças, mas também dos adultos –, acontecem na fase REM (ou Rapid Eye Movement, movimento rápido dos olhos), ou seja, durante o sono profundo. Isso acontece porque a atividade cerebral neste momento é muito intensa. Os pesadelos na infância são comuns e, na maioria das vezes, a criança volta a dormir instantes depois.

Por que meu filho tem pesadelo?

Os pesadelos em crianças costumam ocorrer com mais frequência entre 3 e 7 anos. Toda mamãe tem a dúvida: por que o meu filho tem pesadelo? A resposta é simples: porque todo dia é uma nova descoberta! Ele ouve muitas histórias, brinca de faz de conta, assiste a filmes que mexem com o seu imaginário, brinca com os joguinhos… Tudo que acontece à volta da criança pode influenciar em seus sonhos. O que pode ser feito para amenizar os pesadelos da criança durante a noite é evitar que ela vá para a cama muito agitada. Um banho antes de se deitar ajuda a manter a criança mais relaxada para dormir.

Quando se preocupar com os pesadelos da criança?

A mamãe e o papai só devem ficar preocupados quando a criança tem pesadelos com muita frequência. De acordo com um estudo publicado na revista científica Sleep, o excesso de pesadelos na infância pode ser um sinal precoce de problemas relacionados a distúrbios mentais. O estudo feito no Reino Unido avaliou 6.800 crianças com até 12 anos de idade. No entanto, somente o pediatra do bebê poderá avaliar o caso do seu filho. Os pesquisadores ressaltaram ainda que as crianças devem evitar filmes que estimulam a ansiedade e não devem usar o computador durante a noite.

Terror noturno

Quando o pesadelo é acompanhado de gritos e movimentos intensos, pode se tratar de um distúrbio do sono chamado terror noturno. Quando isso acontece, a criança não acorda, porque está no estágio do sono mais profundo (REM). O terror noturno não costuma ultrapassar 20 minutos e nele, diferentemente do pesadelo, a criança não consegue se lembrar do episódio da noite anterior. O terror noturno costuma atingir crianças de 2 a 7 anos. Os papais devem compartilhar o ocorrido com o pediatra da criança, que indicará o que deve ser feito para amenizar o distúrbio.