Publicado em Comportamento em 11/07/2016

Quando o assunto é afogamento, todo cuidado é pouco! Isso porque, antes dos 4 anos de idade, a cabeça e os braços ainda são mais pesados que o restante do corpo, e a criança se desequilibra facilmente. Por não ter forças para se levantar, ela pode se afogar em locais ou objetos com pouquíssima água. Segundo a ONG Criança Segura, três dedos de água já são suficientes para afogar uma criança.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o afogamento é a segunda maior causa de morte entre crianças de 1 a 14 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito. A maioria dos afogamentos acontece dentro de casa, em piscinas, baldes, tanques, vasos sanitários e caixas d’água. No entanto, assim como qualquer acidente doméstico com bebê, o afogamento pode ser evitado com medidas de prevenção.

Para prevenir afogamentos e deixar a casa mais segura para o bebê, mantenha baldes, banheira, piscinas infantis, entre outros recipientes, sempre vazios após o uso e guarde-os virados para baixo. O vaso sanitário deve ser mantido fechado e, se possível, com uma trava de segurança. O acesso à lavanderia também não deve ser permitido, uma vez que o tanque é atrativo para os pequenos.

Se sua residência tem piscina, é preciso se preocupar com a segurança e prevenção de afogamentos. A ONG Criança Segura orienta que piscinas sejam protegidas por cerca de, no mínimo, 1,5 m de altura, e que o local tenha portões trancados com cadeados ou travas de segurança. A criança só deve ficar próxima à área da piscina acompanhada por um adulto. Além disso, brinquedos ao redor da piscina também devem ser evitados.

Prevenção de afogamentos em piscinas, rios e praias

Para o pequeno curtir a piscina de forma segura, o uso de colete salva-vidas infantil é indispensável. Ainda assim, quem estiver com a criança na piscina jamais deve se afastar dela. Apesar de serem facilmente encontradas, boias e braçadeiras para crianças não oferecem proteção contra afogamentos.

Para prevenir afogamentos na praia, além do colete salva-vidas e supervisão de um adulto, é preciso respeitar as placas de sinalização sobre perigo. Cuidado também com as marés agitadas. Seja na praia ou na piscina, é importante manter um telefone sempre por perto, com o número da Ambulância (192) e dos Bombeiros (193).

Os benefícios da natação para o desenvolvimento infantil

A partir dos 4 anos de idade já é possível aprender a nadar. Antes dessa faixa etária, a mamãe ou o papai pode fazer aulas de natação junto com o pequeno. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os pequenos comecem nadar a partir dos 6 meses, pois o ouvido já está desenvolvido o suficiente para dificultar a entrada da água, reduzindo as chances de infecção. Outro cuidado é com o cloro. Certifique-se de que a escola utiliza o mínimo de cloro possível na água, evitando possíveis alergias respiratórias e de pele.

Além de ser divertido, as crianças que praticam natação têm um melhor desenvolvimento físico, motor e do equilíbrio, segundo um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Portanto, além de colaborar com o desenvolvimento da criança, a natação ajuda na prevenção de afogamentos.

Atenção: todo cuidado é pouco quando estamos com crianças em contato com a água. Não deixe o bebê ou a criança sozinha em qualquer recipiente que tenha água.