Publicado em Saúde do Bebê em 03/10/2016

A pele da criança é diferente da pele do adulto. Nos pequenos, ela é mais fina, tem menos cabelo e as glândulas sudoríparas são menos ativadas. Em um recém-nascido, por exemplo, tem menos fibras elásticas e colágenas. Isso porque na infância a penetração de substâncias tóxicas pela pele é muito maior. “E os cuidados devem ser redobrados, pois é mais fácil os pequenos desenvolverem bolhas ou feridas ao serem expostos ao calor, irritantes químicos, traumatismos, além das doenças inflamatórias”, diz o dermatologista Fernando Passos de Freitas.

Enumeramos as doenças de pele mais comuns entre os pequenos, confira:

  1. Dermatite seborreica: é um tipo de caspa que, geralmente, surge de forma leve na cabeça do bebê. No entanto, pode evoluir e se espalhar para outras regiões do corpo. É muito comum e pode desaparecer ao longo dos meses.
  2. Cútis marmorata: espécie de rendilhado que surge na pele do bebê nos dias mais frios, devido a uma reação vasomotora. É considerada normal.
  3. Icterícia fisiológica: mais popular, é identificada quando a pele do bebê fica em um tom amarelado; se não desaparece em alguns dias, um médico deve ser consultado.
  4. Substância caseosa: uma camada que recobre a pele, semelhante ao efeito do verniz. Não deve ser removida, pois possui função bactericida e acaba se soltando naturalmente com a sequência de banhos.
  5. Lanugem: são pelos que alguns bebês têm no rosto, tronco e costas, mas que são eliminados de forma natural.
  6. Hiperpigmentação dos genitais: alguns bebês podem apresentar um tom mais escuro nos órgãos genitais, que desaparece com o tempo.
  7. Hiperplasia sebácea: são bolinhas que surgem na região do nariz e somem em pouco tempo.
  8. Dermatite das fraldas: ocorre devido à ação irritativa da amônia da urina, associada às bactérias ou fungos presentes na região. Desaparece totalmente, até sem tratamento, quando a criança para de usar fraldas.
  9. Dermatite de contato: como a criança tem a pele mais delicada, é mais suscetível à alergia. Por isso, é melhor evitar talcos perfumados, hidratantes e sabonetes.
  10. Pintas e manchas de nascença: o bebê pode nascer com uma mancha vermelha na nuca, porém a lesão normalmente desaparece. Se a criança tiver alguma pinta de nascença escura, deve ser avaliada por um especialista, para evitar evolução para outro tipo de lesão.
  11. Dermatite atópica: inflamação crônica das camadas superficiais da pele, geralmente associada a outros distúrbios alérgicos, embora ainda não se saiba direito a razão. Por isso, é mais comum em quem tem asma ou quando existem asmáticos na família. Estresse emocional, mudanças de temperatura ou de umidade, infecções cutâneas bacterianas e o contato com tecidos irritantes, em especial a lã, estão entre as causas mais comuns. Em bebês, é ainda causada por alergias alimentares.

Fonte: Dermatologista Fernando Passos

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