Publicado em Primeiros Passos em 11/07/2016

Entre as fases de desenvolvimento do bebê, engatinhar é sinal de que o pequeno está quase pronto para mais um momento que costuma emocionar toda a família: os primeiros passos. Quando a criança começa a andar, os papais precisam ficar atentos a como o bebê caminha. No início, é comum que o bebê tente se equilibrar de todas as formas, inclusive usando as pontas dos pés. Isso é normal! Porém, quando a criança insiste em andar com as pontas dos pés, é sinal de alerta.

Quando a criança anda com as pontas dos pés de maneira insistente, ou seja, mesmo depois de crescidinha, é indicativo de que está com um problema chamado marcha equina. Na maioria das vezes, a causa do problema tem relação com a imaturidade do sistema nervoso da criança. Como a criança não tem o controle motor fino bem desenvolvido, ela caminha a maior parte do tempo nas pontas dos pés e só encosta o calcanhar no chão quando para de andar. Casos assim costumam ser solucionados com o passar do tempo, mas a criança pode precisar de tratamento.

Sob hipótese alguma este problema pode ser ignorado. No entanto, os papais jamais devem forçar a criança a andar com os pés esticados no chão, pois ela pode sentir dor. O ideal é que a criança comece a andar normalmente até os 5 anos de idade. Depois desta faixa etária, se a criança continuar a andar com as pontas dos pés, pode ser que ela esteja com encurtamento do tendão de Aquiles, atualmente chamado de tendão calcâneo, um tecido do corpo que conecta o osso do calcanhar ao músculo da panturrilha. Com o tendão encurtado, os pés não ficam esticados no chão.

Para esticar o tendão da criança, a maioria dos pediatras optam por uma cirurgia de tendão simples, mas o tratamento também pode ser feito por meio de fisioterapias. Após a cirurgia, a criança deverá usar uma bota de plástico com velcro (órtese). O termo órtese tem origem na palavra “orthos”, que significa reto e direito. No pós-operatório, além de usar a bota com velcro, a criança passa por sessões de fisioterapia. Com a ajuda da fisioterapia, a recuperação não demora e, com o tempo, a criança consegue andar normalmente. Nesta hora, os papais devem ficar tranquilos e incentivá-la.