Publicado em Cuidados com recém nascido em 15/12/2016

Saiba como entender essa comunicação

Ao nascer, o bebê tem os pulmões expandidos pelo oxigênio e… chora pela primeira vez. Isto significa que está pronto para respirar por conta própria, sendo o marco de uma vida independente do corpo materno. Dali para a frente, até que aprenda a falar, o choro será a sua forma de se exprimir. Assim, irá denunciar a fralda molhada, a fome, o frio. Pedir carinho, cuidados. Direitos que, afinal, todo cidadão deve reclamar.
Pais de primeira viagem e até os mais escolados se preocupam em entender o choro do bebê. Tentam estabelecer relação entre a intensidade das lágrimas e o problema que aflige os pequenos. A verdade é que não há estudos que comprovem esta teoria. O que vale mesmo é o feeling e analisar a situação em que o choro ocorre.
Há muitos estudos sobre o choro dos bebês e muitas generalizações sobre a intensidade. Os pais costumam diagnosticar, de maneira errada, que o choro acontece quase sempre por manha, cólicas ou fome. Essa simplificação traz consequências e até medicação errada.

O que eles querem
Nem sempre é um choro manhoso, fraquinho. Alguns bebês são capazes de instalar o caos dentro de casa, com berros que chegam a atingir 84 decibéis. Os pais nem sempre sabem lidar com estes protestos. E para traduzi-los, precisam de um certo tempo de convivência com a criança. Até lá, nada como afeto e carinho. Só isto transforma gritos estridentes em choramingos, antes que a paz volte a reinar.

Engolir o fôlego
Há os que gritam, ficam vermelhos, tremem, enrugam a testa e de repente param, como se perdessem o fôlego. Não se preocupe, experimente apenas dar uns tapinhas bem leves nas costas, o que costuma resolver o problema. É claro, se ainda não tiver sido resolvido naturalmente.
Atenção!
A repetição desse quadro deve ser logo comunicada ao pediatra.

Deixar chorar?
Chorar sem parar pode ser sinal de fome, frio, calor, estresse ou até de um problema sério com a criança. Também há quem fale em manha, mas alguns especialistas afirmam que, até três meses, o bebê não tem consciência de que possa chantagear os pais. Outros pesquisadores estendem este limite a seis meses e até a um ano de idade.
Manha ou não, muitas famílias preferem atender sempre ao chamado do pequeno chorão, opondo-se a quem diz que deixar a criança chorar ensina quem é que manda. Esta variedade de opiniões reflete uma certa insegurança dos adultos diante da impossibilidade de comunicação verbal do bebê até os seis meses. Eles se perguntam: como criar confiança em um filho que chora e não é assistido? E têm razão.

Como gente grande
Começando a balbuciar e depois a falar, tudo fica mais simples. O bebê adquire cada vez mais condições de se comunicar. Vai dispensando choros e gritos, tão úteis até aqui. E outra coisa: consegue enfrentar limites e aprende a negociar suas vontades, percebendo que papai e mamãe também têm as suas. É só uma questão de tempo. Vale esperar!

Choro: entenda essa mensagem

Ele começou a chorar? Mantenha a calma e procure, antes de tudo, entender o motivo. Pode ser alguma dor, um desconforto ou até mesmo pura manha. Com o tempo, fica mais fácil identificar este pedido de ajuda e atendê-lo da melhor maneira.

Dicas

0 a 3 meses – É um período em que a criança tem muitas cólicas. Para evitá-las, faça massagens na barriga do seu bebê e mexa suas perninhas (bicicleta) de duas a três vezes ao dia e não somente nos períodos de cólicas.

3 a 6 meses – Continue somente com leite materno; além de satisfazer a necessidade de sucção de seu bebê, não sobrecarregará o seu rim e intestino com nutrientes pesados contidos em outros tipos de alimentos, evitando assim desconfortos.

6 a 12 meses – Criança não sabe o que é manha ou birra até os 12 meses. Por isso, se a criança chorar, atenda e verifique as causas do choro.

Para tentar interpretar o choro de maneira adequada, pais, família e pediatra devem estar atentos aos acontecimentos. Acompanhar o histórico desse choro ajuda a detectar a causa e o problema que seu bebê quer te passar.

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