Publicado em Cuidados com o Bebê em 30/09/2016

Pode parecer estranho, mas atualmente recomenda-se que a visita ao dentista seja feita no primeiro ano de vida do bebê, pois é nesta fase que normalmente chegam os dentinhos e se estabelecem os hábitos de higiene oral, amamentação e alimentação, que, se em desequilíbrio, poderão levar ao aparecimento de cáries, problemas gengivais e maloclusões (mau encaixe entre os dentes e possível desarmonia de língua e lábios).

Saiba que da saúde dos dentes de leite dependerá a boa formação dos dentes permanentes, a saúde geral da criança e o seu convívio social.

A primeira consulta

Após perguntas sobre a saúde geral da criança, faz-se uma detalhada conversa com os responsáveis, para que se conheça o risco que a criança tem de desenvolver problemas bucais e para que se conheça o pequeno paciente também.

É feita então a apresentação do meio odontológico da forma mais acolhedora possível, visando estimular a curiosidade da criança, sempre com explicações coerentes à sua faixa etária.

O próximo passo é o exame da criança (Exame Clínico), uma inspeção visual onde registra-se a situação atual de desenvolvimento da boquinha e procura-se qualquer anormalidade em dentes e gengivas e nas funções relacionadas à face, como sucção, respiração, deglutição, mastigação, fala, etc.

Para a limpeza (Profilaxia), poderá ser colocado um corante, chamado “evidenciador de placa bacteriana”, que colore apenas as placas bacterianas, para que os pais possam visualizar se a limpeza feita em casa está sendo efetiva, e para que se possa orientá-los a contornar as dificuldades. A limpeza dos dentinhos poderá ser feita com a escovinha giratória e o fio dental, e também poderá ser feita a aplicação de flúor (especial para cada idade).

Existem vários métodos para o atendimento do bebê: ou com o responsável sentado na cadeira odontológica e o bebê no seu colo, ou o bebê sentadinho em uma cadeirinha especial (chamada “macri”), ou o profissional sentado de frente para o responsável, com os joelhos se encostando e formando uma “caminha”, onde o bebê fica deitado (chamada técnica “joelho a joelho”), entre outras. As crianças a partir de 2 anos e meio (dependendo da maturidade) já se sentam na cadeira odontológica e, entre historinhas e diversão, permitem que os procedimentos já descritos sejam executados.

Numa consulta de rotina, nenhum procedimento dói, e os pais devem estar conscientes disto para saber como se posicionar frente aos eventuais “chorinhos”, típicos nas crianças de pouca idade.

O acompanhamento profissional é importante para que a dentição se desenvolva de forma saudável, já que o diagnóstico precoce de qualquer anomalia poderá favorecer o tratamento.

Antes da primeira consulta, apenas avise que a criança irá conhecer um amigo que ajudará a cuidar de seus dentes. Deixe o resto por conta do profissional, que certamente saberá lidar com a curiosidade e os medos (se existirem) da criança.

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