Publicado em Cuidados com o Bebê em 15/12/2016

O contato direto com a pele da mãe pode ajudar bebês prematuros a se recuperarem mais rapidamente de dores.

O estudo publicado por cientistas da universidade canadense McGill University School of Nursing afirma que a “posição de canguru” – em que a mãe segura o filho firmemente contra a sua própria pele – se mostrou eficaz em diminuir a resposta à dor em recém-nascidos prematuros.

Recém-nascidos muito prematuros, entre 28 e 32 semanas de idade gestacional, podem se beneficiar da posição de canguru para diminuir a dor de procedimentos invasivos.
A pesquisa analisou o comportamento de 61 bebês prematuros após procedimentos dolorosos, como injeções.

O levantamento mostrou que os bebês que estiveram em contato com as mães na posição de canguru se recuperaram da dor em um minuto e meio, enquanto os prematuros que estavam em incubadoras sofreram por mais de três minutos.

Segundo o estudo, já havia evidências de que a posição favorece bebês mais velhos, mas estudos não mostravam o seu impacto em prematuros com tão pouco tempo de gestação.

Bebês que nascem prematuramente passam semanas em unidades de cuidado intensivo de hospitais, onde geralmente são submetidos a procedimentos dolorosos.

Dieta da mãe influencia no sexo do bebê

A dieta da mãe na época da concepção pode influenciar o sexo do bebê, sugere uma pesquisa da Universidade de Exeter e Oxford.

Segundo o estudo, mulheres que têm dieta rica em calorias e comem cereais regularmente no café da manhã podem aumentar as chances de conceber um menino.

Os pesquisadores afirmam ainda que a tendência moderna de optar por dietas de baixa caloria pode explicar a queda no nascimento de meninos em países desenvolvidos.
O estudo analisou a primeira gravidez de 740 mulheres na Grã-Bretanha, que relataram seus hábitos alimentares antes e durante os primeiros estágios da gestação.

Os pesquisadores concluíram que 56% das mulheres que tinham consumo mais alto de calorias na época da concepção tiveram filhos homens, em comparação com 45% das mulheres com uma dieta de baixa caloria.
As mulheres que tiveram filhos homens também tinham tendência maior a comer quantidades maiores e uma variedade maior de nutrientes, incluindo potássio, cálcio e vitaminas C, E e B12.
Elas também tinham tendência maior a comer cereal no café da manhã.

Menos meninos

Nos últimos 40 anos houve um pequeno, mas constante, declínio no nascimento de meninos de cerca de um por cada 1.000 nascimentos anualmente, nos países desenvolvidos, inclusive a Grã-Bretanha.
Pesquisas anteriores também mostraram uma redução na média do consumo de calorias nos países desenvolvidos, e também há evidências de que mais pessoas agora pulam o café da manhã.
Já se sabia que em muitas espécies animais as fêmeas têm mais filhos machos quando os recursos são abundantes.

O fenômeno foi observado mais extensivamente em invertebrados, mas também é visto em cavalos, vacas e algumas espécies de cervos, e acredita-se que a explicação esteja na disposição evolutiva de produzirem descendentes.

Segundo os pesquisadores, potencialmente os machos da maioria das espécies podem produzir mais descendentes do que as fêmeas, mas isso pode ser fortemente influenciado pelo tamanho ou posição social do macho, com machos de baixa qualidade fracassando em se reproduzir.

As fêmeas, por outro lado, se reproduzem de maneira mais consistente.

Se uma mãe tem recursos em abundância, faz sentido investir em ter um filho macho, porque as chances são de que ele dará a ela mais netos do que uma filha.

Mas, em tempos difíceis, uma filha pode ser uma aposta mais segura.

Níveis de glicose

Também se sabe, por pesquisas sobre fertilização artificial, que altos níveis de glicose encorajam o crescimento e desenvolvimento de embriões masculinos ao mesmo tempo em que inibem os embriões femininos.

Nos humanos, pular o café da manhã diminui o nível de glicose e pode ser interpretado pelo corpo como um indicador de um ambiente escasso e com pouca disponibilidade de alimentos.
O médico Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que a natureza tem maneiras sutis de mudar a proporção entre os sexos na população em resposta a uma série de circunstâncias.

Mas ele afirmou que as mulheres não devem “passar fome” na tentativa de influenciar o sexo do bebê, porque já foi observado em alguns estudos que mesmo mudanças pequenas na dieta das mulheres podem afetar a saúde dos filhos em longo prazo, então é importante que a mãe tenha uma nutrição apropriada na hora da concepção e durante a gravidez.

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