Publicado em Cuidados com o Bebê em 29/11/2016

É só a temperatura subir que os mosquitinhos aparecem! Isso acontece porque o aumento do calor e da umidade acelera o processo de reprodução do inseto. Quanto mais quente estiver o tempo e com chuvas, maior o índice de proliferação de mosquitos. Para evitar alergias e irritações na pele do bebê e até mesmo doenças mais sérias em razão de picadas, a proteção contra insetos é indispensável. Os cuidados não devem ser feitos somente à noite ou durante passeios, mas também durante o dia, mesmo que a criança esteja dentro de casa. Em caso de suspeita de picada, procure orientação médica rapidamente.

Quem são os vilões?

O pernilongo ou muriçoca, de nome científico Culex quinquefasciatus, é o mais comum na temporada e costuma picar ao entardecer e à noite. Ele é marrom, tem hábitos noturnos e coloca ovos em água suja. Já o Aedes aegypti, responsável por transmitir a dengue, o zika vírus e a febre chikungunya, tem hábitos diurnos, cor escura, manchas brancas e coloca ovos em água limpa. O borrachudo, que é parecido com um mosquito comum, está mais presente em regiões praianas e fazendas. Ambos se sentem atraídos pelo gás carbônico eliminado na respiração, entre outras substâncias, como a do suor. A picada é da fêmea, que precisa de sangue para produzir mais ovos.

 Proteja seu filho

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), para minimizar o risco de picadas de mosquitos é importante se atentar para uma série de fatores. Uma dica simples é optar por vestir o bebê com roupas de cores claras, preferencialmente brancas, porque a cor escura não incomoda o inseto, e longas, nos braços e nas pernas. Para isso, a mamãe pode escolher peças e pijamas confortáveis de meia-estação, que, mesmo sendo mais compridos, são bem fresquinhos.

 Outro aliado na hora de proteger a criança contra pernilongos e mosquitos é manter o ambiente refrigerado, pois a queda da temperatura e da umidade ajuda a espantá-los. Lembrando que a temperatura ideal do ar-condicionado no quarto do bebê é entre 22 °C e 26 °C. O ventilador também pode ser usado, sem que o vento bata diretamente na criança, mas sua eficácia é menor. Em ambas as opções, os insetos apenas abandonam o local, mas não morrem.

Para proteger o filho no carrinho, bebê conforto ou berço, é recomendado o uso de mosquiteiros simples, com poros que não ultrapassem 1,5 mm. Antes de dormir, um banho pode ajudar a eliminar o suor do bebê e diminuir a atração dos mosquitos, além de deixar o pequeno mais confortável para uma boa noite de sono. Após o banho, o uso de perfumes ou colônias não é apropriado, pois a fragrância em contato com a pele também é um chamariz para os insetos. O ideal é deixá-lo apenas com o cheirinho suave dos produtos usados durante o banho, como sabonete e shampoo.

 A instalação de mosquiteiros nas janelas e vedação de portas são indispensáveis, pois aumentam consideravelmente a proteção contra mosquitos. É indicado também manter as janelas fechadas nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde. De tempos em tempos, uma dedetização com profissional é recomendada para que a casa fique protegida. Essas orientações também servem para apartamentos, mesmo em andares mais altos.

 Posso usar repelente no bebê?

O repelente pode ser uma boa opção, principalmente para passeios e viagens. Porém, por conter substâncias químicas que formam uma camada de vapor, seu uso não é recomendado antes dos 6 meses de idade. Procure sempre a orientação de um especialista. Os produtos podem causar reações alérgicas e devem ser usados com orientação do pediatra.

 A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que o repelente não pode ser combinado com filtro solar, pois não pode ser aplicado mais do que três vezes ao dia. A criança também não pode dormir com o produto. Na hora de aplicar o repelente, além de seguir as orientações do fabricante, não considerar boca, olhos e nariz, e mesmo que o pequeno tenha curiosidade, jamais o deixe pôr nas mãos e aplicar o produto sozinho.